Quando eu era pequena, a música era apenas uma distração. Eu gostava de ouvir as canções que tocavam na rádio ou na TV, mas não tinha um interesse real na arte por trás dessas melodias. Isso mudou quando comecei a me questionar sobre quem eu era e como queria me expressar no mundo. Foi a música que me ajudou a encontrar as respostas.

Aos 12 anos, comecei a tocar violão. Foi difícil no começo, mas logo me apaixonei pelo som das cordas. Comecei a compor minhas próprias músicas, usando as letras para expressar meus pensamentos e emoções. Eu descobri que a música era uma forma de me conectar comigo mesma e com o mundo, e percebi que queria seguir carreira como cantora.

No entanto, ser uma mulher numa indústria dominada por homens não é fácil. Eu sempre senti que deveria estar mais magra, mais bonita, mais sexy. Eu tinha medo de ser rejeitada por não atender aos padrões impostos pela sociedade. Mas a música me ajudou a superar esses medos e a me afirmar como eu sou.

Uma das músicas que mais me inspiram é Meu Crash. Essa canção fala sobre uma mulher que se liberta de um relacionamento abusivo e aprende a se amar novamente. Ela é forte e decidida, e não tem medo de ser quem é. A letra empoderadora me faz sentir que posso superar qualquer coisa, e que minha identidade não é determinada pelas expectativas dos outros.

Quando canto Meu Crash nos shows, vejo outras mulheres se identificando com a mensagem da música. Elas saem do show mais confiantes e determinadas a amar a si mesmas. Isso me faz sentir que estou fazendo a diferença na vida das pessoas.

Eu ainda tenho muito a aprender e a crescer em minha jornada musical, mas sei que a música sempre fará parte da minha vida. Ela é uma forma de me conectar comigo mesma, de me empoderar como mulher e de tocar a vida das outras pessoas. Sou grata por cada nota, cada acorde e cada letra que moldou quem eu sou hoje.